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No dedilhar dos dedos
Seu corpo nu
Quase que perfeito
Numa manhã sem jeito
Minha alma é nova
Numa nova manhã
Repetidamente.
Calminha ainda,
Não é hora de partir.
E me parto em pedaços
Junto ao teu peito
O meu seio na(s) madrugada(s).
Mas gosto, do gôsto!
Do som, do teu corpo.
Noites perdidas
Era bom brincar de cantar
De cutucar
Toda noite tem seu fim
Teve um fim pra continuar
Ah! Minha alma é nova
Ah! Que há nossa alma pedia calma
Mas era leve, nossa alma.
Não era nossa. Atordoava
Constantemente.
Queria voar pela boca
Flutuar pelos quadris
No balanço dele me achava
Ela nua, nervosa calma.
Te disseram que um dia acaba?!
Sua velha alma apavora.
Entederia os seus olhos
Ao som do ar seco gelado
Dos descabelados desalinhos.
Dedos dedilhados
Passados sobre o corpo.
Se forma uma letra
Do amor carnal
Sentimento que chama amor.
Do amor não sentimento
que seria carnal
Ou mistura tudo
Pra ser um todo.
Ou dos carnavais carnais.
Dos corações iguais
Daquela letra, lembra?
Na minha/sua baleiroteca.
Que fala da minha alma nova
E você de sua alma velha.
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