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Na raiva que me contraiu, me esguie pelo avesso.
Porque sempre padeço nessa ilusão
de achar que tudo é possível num recomeço?
Porque o recomeço é sempre tão cruel?
de achar que tudo é possível num recomeço?
Porque o recomeço é sempre tão cruel?
E minha raiva é sempre uma doença,
como a Peste e Febre Bubônica?
E as lástimas da vida para onde vão?
Porque sempre há um coração sem piedade que nos atrai?
Pra que esse coração serve?
Pulsa de forma descompassada,
numa mente doentia.
Porque escrevo tais palavras?! ...
Será que estou com raiva?!?
Estou como num inferno ardil!
Pura raiva em torno do meu pescoço.
E esses passos invisíveis pra onde vão?
Sempre deixa marcas pelo caminho
onde ninguém enxerga
ou tende a esquecer que viu?
Sou sempre assim obscuro?
E como lidou num caminho;
Labirinto do qual me perdi, sem volta,
as voltas com você.
Me deixa passar?
Deixa...
Te deixo marcas de compulsão, sem querer.
Deixa eu te levar a loucura, sem temer.
Deixa minha vida ser tua por um minuto. Só!
Sem destruir ela.
Deixa.
Deixa?!
Experimente-me, e você verá!
Com a luz nos olhos nem posso enxergar,
o frio na espinha meu dorso dói só de pensar!
GGGRRR. Que dor. Que dó!
Pra que esse remorso?
Para que serve? Me diga!
Sai prá lá. Nem te vejo.
A compulsão cresce,
e minhas pupilas dilatam.
Senhor!! Clamam-se os medos.
Sofra como a carne crua e sem vida.
Sinta-se sentado numa poltrona desconfortável
e sem nada na sua vida passando na TV.
Deixa-me descontar minha raiva em você!
Liberá-la sem controle.
Não me controle!
Controle do qual quero que se esgace
e se desgaste com o tempo.
Meu estilo de vida determina sim ou não meu estilo de morte?
Mais pra que serve a vida e pra que serve a morte?!?
Não sabes de nada!
Caia e se retorça numa cama fria.
Vá embora!
Sugue o veneno dos outros, tem outros gostos,
outra alma, outro sabor.
Deixa-me em paz!
Largade mim.
Me sugas também, e não quer que eu o faça?
Porque procura tanto?
Não vai achar mais que uma alma perdida no caminho.
Estou em tempo de desaparecer, como pó fino.
Poeira suja, e sem cor.
Delírio constante de desejos.
Nos qual minha raiva tende transparecer.
E nada mais importa.
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